O chefe do Android rejeitou uma cópia da Liquid Glass dos Pixels, e isso é um alívio.

O presidente do Ecossistema Android do Google descartou as especulações de que o Android adotará a linguagem de design Liquid Glass da Apple, pelo menos em dispositivos Pixel. Em resposta a uma simulação do Liquid Glass em um Pixel 11 publicada no X, Sameer Samat disse: “Não vai acontecer. Vocês estão viajando na maionese.” A resposta é uma ótima notícia para os fãs do Android, que viram uma onda de fabricantes copiarem a estética da Apple no último ano.

Diversos fabricantes de equipamentos originais (OEMs) do Android já morderam a isca.

Desde que a Apple apresentou o Liquid Glass na WWDC em junho do ano passado, vários fabricantes de Android replicaram o visual em suas respectivas interfaces. OnePlus, Vivo, Oppo, Honor e Xiaomi lançaram atualizações de interface que incorporam a estética translúcida de vidro fosco introduzida pela Apple. A imitação se tornou tão disseminada que gerou preocupações sobre a própria identidade visual do Android.

O Google, pelo menos no que diz respeito à sua própria linha Pixel, está resistindo a essa tendência.

O Material 3 Expressive já é muito bom.

O Google apresentou sua própria linguagem de design atualizada , o Material 3 Expressive, no I/O 2025. A atualização traz cores mais vibrantes, movimentos mais dinâmicos e transições de formas fluidas em toda a interface do sistema, notificações e aplicativos principais. Isso confere aos dispositivos Pixel uma personalidade distinta.

O Material 3 Expressive já oferece ao Google uma identidade visual que ele pode defender sem precisar copiar nenhum concorrente, e a resposta de Samat indica que a empresa pretende mantê-la. Para quem usa celulares Pixel, o comentário equivale a uma garantia de que a linguagem de design do Android permanecerá única.

A tecnologia Liquid Glass pode se espalhar ainda mais por interfaces personalizadas de terceiros para Android, mas os dispositivos da própria Google serão lançados com um sistema de design desenvolvido segundo seus próprios critérios. Resta saber se outros fabricantes de Android seguirão o exemplo da Google.