Passamos o dia todo deslizando o dedo na tela do celular, e cientistas acabaram de classificar quais são os mais cansativos.

Todos sabemos que ficar olhando para o celular por horas não faz bem para a saúde mental . Mas e os dedos? Antes, os pesquisadores não conseguiam medir isso. Um novo modelo de IA , o Log2Motion, desenvolvido pelas Universidades de Aalto e Leipzig, agora muda esse cenário.

O modelo converte registros de smartphones em movimentos humanos simulados, como um esqueleto digital movendo o dedo pela tela do telefone, imitando usuários reais.

Por meio de um emulador de software, ele pode até usar aplicativos reais em tempo real, simulando interações registradas para estudar o que está acontecendo fisicamente durante cada deslize, toque e rolagem.

Será que o uso excessivo da tela para navegar está afetando nossa saúde?

Sim, de acordo com pesquisadores , rolar a tela afeta negativamente a sua saúde. Eles descobriram que nem todos os gestos são igualmente fáceis de executar. Deslizar para cima e para baixo, e de baixo para cima, exige mais esforço do que outros movimentos. Isso é o que a maioria de nós faz no mundo atual de conteúdo de formato curto, então, se você precisava de mais alguma prova para parar de usar aplicativos como Instagram e TikTok , aqui está.

Os pesquisadores também descobriram que tocar em ícones pequenos e alcançar os cantos da tela exige um esforço físico adicional do dedo. Esses podem parecer pequenos inconvenientes, mas multiplique esse esforço por centenas de interações por dia e o impacto começa a se tornar significativo.

Por que isso é realmente importante para você?

No momento, esta pesquisa beneficia mais os designers do que os usuários comuns. Até o surgimento do Log2Motion, os registros de interação com smartphones apenas registravam onde o dedo tocava a tela, sem fornecer informações sobre se essa interação era confortável ou fisicamente exigente.

Os designers agora podem usar essa simulação logo no início do processo de desenvolvimento para criar interfaces menos cansativas de usar. As implicações para a acessibilidade também são significativas. O modelo pode ser adaptado para simular como usuários com tremores, força reduzida ou próteses interagem com seus telefones, ajudando os desenvolvedores a criar experiências que funcionem melhor para todos.

Os pesquisadores também afirmam que o modelo pode ser dimensionado para simular outros cenários comuns, como deitar em um sofá e rolar a tela com uma mão. Esse parece um pouco familiar demais.

Seu celular pode não ser um dispositivo tão passivo quanto você pensava. Cada deslize na tela exige algo de você, mesmo que seja pouco.